
Miguel Arcanjo, Miguelópolis
Na parábola dos vinhateiros homicidas, Jesus conta a história de uma vinha bem cuidada, confiada a trabalhadores que, em vez de corresponder à confiança do dono, se apropriam do que não lhes pertence e rejeitam seus enviados. Ao final, chegam ao extremo de matar o próprio filho.
Essa parábola é um forte chamado à vigilância e à responsabilidade diante do dom que Deus nos confia.
O Simbolismo da Vinha e a Nossa Missão
A vinha é símbolo do Reino de Deus, e os vinhateiros representam aqueles que receberam uma missão. Deus continua confiando sua obra a pessoas concretas, esperando frutos de:
- Justiça;
- Fidelidade;
- Amor.
O problema não está na vinha, nem no dono, mas na atitude de quem se esquece que tudo é dom e passa a agir como se fosse proprietário absoluto. Jesus nos convida a estar atentos para não cairmos na mesma tentação. A vigilância cristã não é medo, mas consciência.
A Escuta da Palavra e a Conversão do Coração
É reconhecer que nossa vida, nossos dons e nossa fé são presentes confiados por Deus. Quando nos acomodamos, quando deixamos de escutar a Palavra ou rejeitamos os apelos à conversão, corremos o risco de endurecer o coração.
“Os chefes dos sacerdotes compreenderam que Jesus falava deles, mas, em vez de se converterem, procuraram um modo de silenciá-lo.”
Isso revela que é possível ouvir a Palavra e, ainda assim, não permitir que ela transforme a vida. Por isso, a vigilância exige humildade e abertura constante à ação de Deus.
Praticando a Vigilância no Cotidiano
Estar vigilante é cuidar da fé no dia a dia. Para isso, é preciso:
- Não deixar que a rotina esfrie o entusiasmo;
- Não permitir que o egoísmo substitua o serviço;
- Não trocar o Evangelho por interesses pessoais.
É viver atentos aos sinais de Deus, que fala na Palavra, nos acontecimentos e nas pessoas.
Conclusão: Produzir Frutos para o Reino
Este Evangelho nos chama a renovar nosso compromisso. Ainda há tempo de produzir frutos. Que saibamos acolher Jesus, o Filho enviado pelo Pai, e viver de modo responsável e fiel à missão que nos foi confiada.
A vigilância nos mantém de pé, com o coração desperto e voltado para Deus.













