Time entende que houve três erros cruciais na partida

A 3ª rodada do Campeonato de Veteranos ficou marcada por uma enorme polêmica que promete render muitas discussões nos bastidores do futebol amador. O confronto entre Amigos do Xibil e Vila Cunha, realizado no gramado do Colina Atlético, não chegou ao apito final regulamentar. Insatisfeita com as decisões do juiz, a equipe do Xibil tomou uma atitude drástica e abandonou a partida aos 26 minutos do segundo tempo, quando perdia por 4 a 1.
Raphael, duas vezes, Tiquinha e Marrom marcaram os gols do Vila. Daniel descontou.
O clima, que já era tenso, azedou de vez após uma sequência de lances cruciais que, segundo a diretoria e os jogadores do Amigos do Xibil, prejudicaram diretamente o resultado do jogo.
A tríade da discórdia: as três reclamações do Xibil
A bronca do Amigos do Xibil se concentra em três lances específicos que mudaram o rumo da partida:
- O Pênalti inicial: A primeira grande queixa vem ainda da etapa inicial. O Xibil contesta duramente a penalidade máxima marcada a favor do Vila Cunha, lance que originou o primeiro gol do adversário e abriu o placar.
- Falta invertida e expulsão: Já no segundo tempo, o time do Xibil alega que o atacante Brito foi derrubado claramente dentro da área, mas o árbitro não apenas deixou de marcar o pênalti, como assinalou falta de ataque. Na sequência do lance, o camisa 11, revoltado, acabou expulso por desabafo e xingamentos direcionados ao juiz.
- O Estopim (Mão na Bola e o 4º Gol): Pouco depois, veio o lance que decretou o fim precoce do jogo. O Xibil reclamou de um toque de mão do zagueiro do Vila Cunha dentro da área. O árbitro mandou o jogo seguir e, no contra-ataque imediato, o Vila Cunha balançou as redes, cravando o 4 a 1.
O abandono
A indignação com o quarto gol foi o estopim para a comissão técnica e jogadores do Amigos do Xibil. Em sinal de protesto e por considerarem que não havia condições psicológicas e de justiça para continuar em campo, a equipe decidiu recolher o time e abandonar o gramado aos 26 minutos da etapa complementar.
Em entrevista logo após o abandono, o técnico Xibil não poupou palavras para explicar sua atitude. Ele afirmou que a decisão partiu exclusivamente dele para evitar prejuízos maiores à equipe nas próximas rodadas.
“Foi minha [a decisão]. Eu que pedi para o time sair porque, com certeza, nos últimos 15 minutos e acréscimo, o juiz ia complicar o nosso time mais ainda. Decisões totalmente erradas, sem coerência, sem critério”.
Xibil detalhou lances específicos que, em sua visão, demonstraram a falta de equilíbrio na condução do jogo:
“O pênalti de um lado, mão é pênalti, no outro não é. O tempo… uma dividida de bola, ele acusou o jogador nosso de ter dado uma solada, inventou um cartão vermelho, o tempo todo ameaçando o jogador com cartão. Então eu preferi acabar”.
Além das críticas diretas ao juiz, o dirigente aproveitou o momento para disparar contra a gestão do esporte na cidade. Xibil cobrou uma presença mais ativa dos responsáveis pela Secretaria de Esportes nos campos.
“Tem que começar a vir no campo, no dia a dia, acompanhar essa palhaçada que está essa arbitragem esse ano. Parar de querer vir só em final, entregar trofeuzinho e sair no jornal”.
O descontentamento, segundo ele, é generalizado entre as equipes.
Procurada, a Secretaria de Esportes disse que não vai comentar as declarações do técnico Xibil.
A entidade que organiza o campeonato também informou que a equipe não sofrerá nenhuma punição, pois já tinham sido disputados dois terços do jogo, além de não constar em regulamento sanções para essa situação.
O placar da partida será mantido.
Pedreira vira o clássico e Cohab goleia
No duelo eletrizante contra o Paz, a equipe da Pedreira mostrou o peso de sua camisa alvirrubra ao buscar uma vitória heroica por 2 a 1, após estar em desvantagem no placar e sofrer grande pressão do adversário.
O Paz começou a partida em ritmo avassalador. Logo aos seis minutos do primeiro tempo, Ary balançou as redes e abriu o placar. O gol animou o time, que manteve a pressão e criou diversas chances claras para ampliar a vantagem, mas pecou nas finalizações e desperdiçou a oportunidade de matar o jogo ainda na etapa inicial.
No segundo tempo, a história mudou. A Pedreira voltou do vestiário com outra postura, ajustou a marcação e passou a ser cirúrgica no ataque. A reação começou aos 21 minutos, quando Diego Baiano cobrou uma falta com maestria e deixou tudo igual. O gol do empate atordoou o Paz, e a Pedreira aproveitou o bom momento: apenas três minutos depois, aos 24′, Eliton completou a virada histórica, garantindo os três pontos para o time alvirrubro em uma demonstração pura de eficiência.
Se o jogo da Pedreira foi marcado pelo equilíbrio, o confronto preliminar no campo da Pedreira foi um verdadeiro atropelo. O Cohab II não tomou conhecimento do Nosso Teto e aplicou uma goleada sonora por 6 a 2.
O grande destaque da partida foi Douglas, que balançou as redes duas vezes e liderou o ataque do Cohab II. O festival de gols foi completado por José, Manoel, Diego e Homero, que fecharam a conta para os vencedores. Pelo lado do Nosso Teto, Rodrigo e André descontaram, mas não conseguiram frear o ímpeto e o volume de jogo do Cohab II, que carimbou uma vitória maiúscula na rodada.
A classificação ficou assim: 1º – Pedreira (9 pontos); 2º – Amigos do Xibil (6); 3º – Paz (4 pontos – SG3); 4º – Vila Cunha (4 pontos – SG-3); 5º – Cohab II (3); 6º – Nosso Teto (0).
Próximos jogos (24/05):
- Colina Atlético: 8h – Cohab II x Vila Cunha; 10h – Amigos do Xibil x Pedreira
- Nova Colina: 8h – Paz x Nosso Teto.













