
Dois veterinários de Rio Preto foram apontados pelo Ministério Público de Monte Alto como coordenadores de um esquema estruturado para a sangria clandestina e comercialização ilegal de bolsas de sangue animal no interior paulista.
Segundo denúncia, oferecida pela promotora de Justiça Haline Barreto Afonso, uma mulher atuava como proprietária oculta de um banco de sangue e comandava a rotina de coletas, fixando pagamentos e obtendo lucros expressivos a partir da venda de cada bolsa por valores entre R$ 500,00 e R$ 800,00 para clínicas veterinárias de todo o país.
Além da veterinária, o Ministério Público denunciou um médico veterinário, sócio de outro banco de sangue e outros três homens. Todos responderão pelo crime de associação criminosa. Os veterinários também foram denunciados por maus tratos.
As investigações, que culminaram no oferecimento da denúncia criminal derivam de uma denúncia feita por uma engenheira ambiental de Monte Alto, em outubro de 2025, que desconfiou de um anúncio nas redes sociais que oferecia R$ 50,00 por doação de sangue de gato.
O laudo pericial técnico e os laudos veterinários anexados aos autos revelaram um cenário de extrema gravidade. Todos os gatos visivelmente estavam abaixo do peso e com desnutrição severa. A retirada do sangue ocorria sem monitoramento dos felinos, em ambiente insalubre e com total ausência de médico veterinário habilitado, dentre outras irregularidades.












