Português pode ser o substituto
Terminou de forma melancólica a passagem de Dorival Jr. pela Seleção Brasileira. Após a goleada sofrida para Argentina, o técnico não resistiu à pressão e foi demitido do cargo na tarde de sexta-feira, 28, após reunião na sede da CBF no Rio de Janeiro.
Dorival já chegou nesta data pressionado pela falta de resultados. O desempenho no ano passado e a vitória apertada contra a Colômbia, com gol no último minuto, e a derrota histórica por 4 a 1 para os Hermanos, a pior do Brasil em Eliminatórias, foram a gota d’água para o treinador.
Em 16 jogos sob o comando de Dorival, a Seleção obteve sete vitórias, sete empates e duas derrotas, aproveitamento de 58,3% dos pontos, com 25 gols marcados e 17 sofridos.
Ele deixa a Seleção Brasileira na quarta colocação das Eliminatórias e com uma eliminação nas quartas de final de Copa América.
SUBSTITUTO
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, sempre sonhou com o italiano Carlo Ancelotti, do Real Madrid, para comandar a Seleção Brasileira, mas qualquer negociação com ele só aconteceria no segundo semestre, após o Mundial de Clubes.
Por isso o nome do português Jorge Jesus ganhou força. Atualmente no Al-Hilal, da Arábia Saudita, o ex-técnico do Flamengo nunca escondeu o desejo de dirigir a Seleção, e estaria disposto a deixar o clube árabe de imediato, inclusive bancando a multa rescisória.
Até o fechamento dessa edição, nenhuma decisão havia sido tomada pela CBF.
