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O fim de uma era: “orelhões”serão extintos até 2028

Orelhões em frente à Central de Alimentação, na Av. Cel. Antenor J. Franco.

Os “orelhões”, os famosos telefones públicos, fizeram parte do cotidiano brasileiro por mais de 50 anos. Os primeiros começaram a operar em 1972, na época em que a linha era extremamente cara.
Atualmente, com a popularização dos celulares, os aparelhos tornaram-se obsoletos e são raros de serem encontrados nas ruas. Segundo fonte da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), embora não sejam mais vistos, em Colina ainda existem 24 orelhões e em Jaborandi 16.
Os telefones, que chegaram a ser um símbolo nacional, começam a ser retirados definitivamente das ruas de todo o país a partir deste mês de janeiro. Com o término das concessões do serviço de telefonia fixa, as cinco empresas responsáveis pelos aparelhos não têm mais a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.
O processo de retirada já vinha ocorrendo nos últimos anos. Dados da Anatel mostram que, em 2020, o Brasil tinha cerca de 202 mil orelhões nas ruas e hoje são apenas 38 mil, inclusive os que funcionam e inativos.
Apesar disso, a extinção não será imediata em todos os locais. Primeiro começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível, e só até 2028.
DECLÍNIO
A utilização da telefonia fixa pela população também se encontra em declínio, tanto na modalidade individual (linhas residenciais) quanto coletiva, devido à concorrência e à penetração de outros serviços de telecomunicações, como os aparelhos celulares e o serviço de comunicação multimídia (internet banda larga fixa). A TV por assinatura também está em crise.