Registros contam a história dos sepultamentos no cemitério

A história dos sepultamentos no Cemitério Municipal desde 1927 está contada em 18 livros de registro de óbitos, doados no último dia 4 ao Museu Municipal para preservação destes documentos tão importantes e para auxiliar a pesquisa dos cidadãos que buscam conhecer suas origens.
Esse foi o objetivo do administrador do Cemitério, Vinicyus F. Lopes Correia “Tchê”, de quem partiu a iniciativa inédita. Além dos 18 livros de registros de óbitos, foram entregues também mais três referentes ao registro de imposto, totalizando 21 volumes. A doação foi feita ao coordenador de atividades culturais, Gilberto Gonçalves e a atendente do Museu, Angelita Corrêa.
“Todos os livros estavam arquivados e guardados no Cemitério em prateleiras. Recebemos muitas pessoas que buscam dados para montar árvores genealógicas ou obter informações sobre familiares sepultados. Agora a história dos sepultamentos está preservada e acessível à população”, contou o administrador que informou que as consultas continuam normalmente no Museu. “O público terá acesso a um acervo organizado e com um cuidado ainda maior, oferecendo mais segurança e qualidade nas informações. É preciso cautela no manuseio das páginas, algumas com 99 anos de existência”.
Os registros de óbitos começam em 1927, mas o cemitério é bem mais antigo. Existem sepultamentos datados de 1918, quando Colina ainda era um povoado. “Não temos registros oficiais anteriores a 1927. A ideia da doação surgiu justamente após o pedido de uma pessoa que procurava uma sepultura de 1918 para montar sua árvore genealógica. Como não encontrei registro no cemitério e o armazenamento dos livros já não era adequado, procurei o Museu em busca de informações, mas também não havia nada registrado”, explicou Correia que concluiu que o melhor seria incorporar os volumes ao acervo do Museu.
“No Museu os livros serão preservados de forma segura, ficando disponíveis para consulta e ainda incentivam moradores e visitantes a conhecerem mais sobre a história de Colina sobre outro prisma”, salientou Vinicyus.
As pessoas enterradas no cemitério fizeram parte da história de Colina desde que os desbravadores chegaram nestas terras e começaram a se estabelecer por aqui. Acredita-se que os sepultamentos começaram bem antes de 1918, na início do século 20, em meados de 1910. Pena que não existam mais registros desta época.















