Cultura

“Darcy” celebra o agro com 1º Simpósioque reuniu produtores e comunidade

O 1º Simpósio de Agronegócio da EE “Prof. Darcy Silveira Vaz” transformou o Dia do Agronegócio numa jornada de palestras e feira técnica que lotou o Centro Integrado de Educação e Cultura “Hugo Martins Tristão”, no último dia 18, de estudantes, famílias e profissionais da região.
O evento nasceu de uma proposta simples e ambiciosa: aproximar a sala de aula do campo, do mercado e da comunidade. A iniciativa foi promovida pela direção da escola e pelos cursos Técnicos em Agronegócio e Administração.

PALESTRAS: DA PORTEIRA AO ESG
A programação de palestras costurou um retrato completo da cadeia produtiva, em blocos de trinta minutos. A abertura coube a Paulo Garcia, produtor rural da Agropecuária 3G, que falou sobre produção pecuária e a criação de Gado Senepol, Brangus e Nelore. Na sequência, Renato Soares de Souza, médico-veterinário e chefe de divisão da CATI Regional de Barretos, trouxe o olhar da assistência técnica e do papel do Estado no apoio ao produtor.
Após o intervalo — com muffin, suco e frutas —, Luciana de Souza Cione Basto, agricultora e professora na UNIFIPA (Catanduva), abordou armazenamento, logística e processamento de grãos, um elo muitas vezes invisível, mas decisivo para a renda no campo. Bóris Wiazowiski, consultor de sustentabilidade da Fundação Coopercitrus Credicitrus, encerrou o eixo técnico tratando de adequação ambiental e ESG — a agenda que hoje separa quem exporta de quem fica para trás. Fechando o ciclo, Ângela Sabrina Fábio, analista de Recursos Humanos, lembrou que o agro também se faz de gente, ao falar de Desenvolvimento Humano Organizacional (DHO).
Juntas, as seis falas desenharam o “Novo Agro” na prática: da genética do rebanho à gestão de pessoas, passando por tecnologia, logística e sustentabilidade.

FEIRA TÉCNICA: CONHECIMENTO QUE VIRA PRODUTO
Se as palestras trouxeram o mercado para dentro da escola, a Primeira Feira Técnica mostrou que os estudantes já falam a língua desse mercado. Vários projetos partiram da pesquisa de TCC e chegaram ao protótipo de produto, com marca, rótulo, controle de qualidade e projeção de custos.
No Técnico em Agronegócio, o “Bucha Viva” apresentou um sabonete esfoliante com bucha vegetal embutida, com todo o caminho de regularização junto à ANVISA mapeado. O “Sabor da Terra” levou queijo e doce de leite artesanais — e uma fila de degustação —, enquanto o “Do Corte ao Sabor” desenvolveu uma linha de temperos para carnes bovina, suína e de aves. O “Terra Viva” fechou o ciclo da sustentabilidade transformando esterco de confinamento em fertilizante orgânico ensacado, pronto para a prateleira.
O Técnico em Administração respondeu com soluções digitais: o “Reta Final” e o “CV Jovem Aprendiz”, ambos com inteligência artificial, ajudam jovens na orientação vocacional e na criação do primeiro currículo; o “PropostaFácil”, do projeto “Tecnologia para Elas”, facilita a escrita de propostas para captação de recursos. Houve ainda o interativo “Desafio Rápido de Redação” e maquetes de automação e infraestrutura rural.