A Secretaria da Saúde está realizando, em todos bairros da cidade, a pulverização com inseticida conhecida como “fumacê” para combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
O veículo lança o inseticida por meio da pulverização, que mata os insetos adultos enquanto estão voando, atingindo os locais onde o mosquito se esconde.
A secretária de Saúde, Dra. Sadia D. F. Ferreira, explicou que, “o aedes aegypti tem hábitos específicos e voa nos períodos do amanhecer e entardecer. Assim, para a eficácia da aplicação do inseticida, a pulverização está sendo realizada entre às 18h e 20h, considerando que é neste horário que o mosquito sai para se alimentar de sangue humano, e como há menos incidência de raios solares, o produto tem maior eficácia”.
Ela acrescentou que, “é importante destacar que a aplicação do fumacê não é feita de forma indiscriminada. Por ser um produto químico, é utilizado em períodos epidemiológicos específicos da doença, respeitando os intervalos, de modo que a saúde da população não seja colocada em risco”.
AUMENTO DE CASOS
De janeiro até o momento, Colina registrou 26 casos positivos de dengue, sendo: 23 casos autóctones (de transmissão local) e 3 casos importados (transmissão de outros municípios). Outros 250 casos suspeitos aguardam o resultado de exames, que são realizados pelo Instituto Adolfo Lutz, de Ribeirão Preto. A Secretária informou que, “até o momento o município não possui os resultados em virtude de problemas de kits no Adolfo Lutz”.
“Trabalhamos de maneira unificada e permanente, com ações que envolvem todas as Secretarias Municipais para evitar a proliferação do mosquito transmissor. No entanto, o apoio da população é imprescindível no combate à dengue”, frisou o prefeito.
BARRETOS VIVE EPIDEMIA
A Secretaria Estadual de Saúde, através do Grupo de Vigilância Epidemiológica, declarou epidemia de dengue em Barretos. A decisão foi tomada após análise dos números de casos suspeitos e confirmados.
A partir de agora os pacientes que procuram a rede pública de saúde apresentando três sintomas ou mais da doença receberão o tratamento, mas, por determinação do Estado, não passarão pela testagem.
O secretário de saúde de Barretos, Kleber Rosa, disse que mesmo sem o teste específico para a dengue a rede municipal continua fazendo os hemogramas para o controle das plaquetas dos pacientes.