Empresas convidadas pela Câmara não enviaram representantes
Muitos munícipes participaram na noite de sexta-feira, dia 14, da reunião pública convocada pelo Legislativo para discutir dois assuntos: a insatisfação dos colinenses com o transporte intermunicipal.
O ônibus circular intermunicipal não está passando mais nos bairros desde que a Rápido D’Oeste assumiu a linha Colina/Jaborandi e o serviço prestado não está atendendo as necessidades da população.
Outro tema foi a cobrança da tarifa de R$ 5,30 para motos na praça de pedágio de Colina, que está em vigor desde o dia 4 de março, data em que a EcoNoroeste assumiu a concessão do trecho.
As pautas foram definidas em requerimento assinado por todos os vereadores, que convocaram os representantes das duas empresas e o prefeito Mi para prestarem esclarecimentos na reunião na Câmara. O vice-prefeito Rafael “Maringá” representou o chefe do Executivo que foi tratar de assuntos de interesse do município em Sorocaba. A Rápido D’Oeste alegou que o gerente já tinha outro compromisso marcado e não pode estar presente. A EcoNoroeste, por sua vez, não respondeu o convite, inviabilizando a discussão da cobrança da tarifa de motos.
PRAZO EXPERIMENTAL
O presidente da Câmara, João Amadeu Giacchetto Filho, concedeu tanto aos vereadores e ao público, que usou a tribuna, o direito de fazer uso da palavra e apresentarem suas demandas.
O vice Rafael explicou que o contrato da empresa Danúbio Azul ainda estava em vigência quando a empresa decidiu parar de prestar o serviço, entregando a linha à Artesp, manifestando insatisfação. “Por conta disso a Artesp, agência reguladora, realizou chamamento público, porém nenhuma empresa mostrou interesse. A Artesp e a Rápido D’Oeste entraram em acordo para a empresa prestar o serviço em um prazo experimental de 30 dias para analisarem a viabilidade e se vão querer continuar com a linha”, explicou Rafael que acrescentou: “A Rápido D’Oeste tem nos atendido prontamente, mas temos que aguardar a decisão após o prazo, que começou no dia 1º de março. Não tinha ninguém para assumir o serviço e a empresa aceitou desta forma”.
Foram levantadas as possibilidades do subsídio financeiro da prefeitura para pagamento dos quilômetros rodados, custear os serviços com recursos próprios e se a prefeitura já tem uma solução caso a empresa desista da linha.
O vice Rafael disse que é preciso aguardar o prazo para saber a decisão da empresa. “Estamos falando do transporte intermunicipal dos colinenses que trabalham em Barretos, mas não podemos nos esquecer do cidadão comum que faz uso do transporte poque todos têm o mesmo direito. Isso tudo demanda um estudo da prefeitura de maior escala para saber quantas pessoas são, quantas viagens seriam, quanto vai custar se o município tem orçamento, se o dinheiro vai ser suficiente. Quando se trata de investimento público para tudo tem que existir uma justificativa embasada em lei. Essas conversas de forma informal já existem, porém temos que aguardar”, destacou Rafael.
Outra opção, apresentada pelo vereador Tyyago, foi a compra do ticket antecipado pela prefeitura. Os vereadores também cogitaram que a empresa só vai poder ter uma análise real da situação se tiver passageiro, mas o ônibus não está rodando a cidade. É preciso passar em todos os pontos nos horários que a Danúbio fazia. A reclamação da população é que as pessoas não estão conseguindo chegar a tempo na rodoviária para pegar o circular, que não passa nos bairros.
Existe na cidade um movimento com abaixo-assassinado em que a população demonstra indignação com toda essa situação, cobrando uma solução junto aos Poderes constituídos e à empresa. Os representantes participaram da reunião e solicitaram a isenção de pagamento do transporte intermunicipal dos trabalhadores de Colina, que comprovem que residam na cidade e trabalham em Barretos.
MOÇÃO DE REPÚDIO
A Câmara ainda elaborou moção de repúdio, assinada por todos vereadores, contra a cobrança do pedágio para motocicletas, manifestando total discordância com a medida e reafirmando o compromisso com a defesa dos interesses da população colinense e regional.
O documento afirma que, “a imposição da tarifa representa um impacto financeiro negativo, especialmente para trabalhadores e cidadãos que utilizam a motocicleta como principal meio de transporte. A medida penaliza economicamente um segmento que, historicamente, esteve isento da cobrança, tornando-se um ônus injustificado para a população local e regional, principalmente para trabalhadores que se deslocam diariamente para cidades vizinhas”.
É solicitado ainda que a moção de repúdio seja encaminhada ao governador Tarcísio, à Artesp e à EcoNoroeste para a imediata suspensão da cobrança da tarifa e reavaliação dos critérios adotados no contrato de concessão.

