O El Niño já está em curso e pode se tornar um dos mais intensos já registrados. A confirmação foi feita na última quinta-feira, 11, pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês), que alertou para a possibilidade de o fenômeno atingir força histórica nos próximos meses e agravar eventos climáticos extremos em diversas partes do planeta, inclusive no Brasil, com efeitos diferentes em cada região do país.
O El Niño ocorre quando as águas da região central e leste do Oceano Pacífico Equatorial ficam anormalmente mais quentes. Essa alteração modifica padrões atmosféricos em escala mundial.
As previsões apontam para 63% de chances de a temperatura no oceano ficar de dois a três graus acima do normal, entre novembro deste ano e janeiro de 2027, o que caracteriza um El Niño muito forte, ou seja, pode figurar entre os maiores eventos observados desde o início dos registros modernos, em 1950.
O secretário da ONU, Antônio Guterres, classificou o fenômeno como um “alerta climático urgente”. Pesquisadores projetam que 2027 poderá se tornar o ano mais quente já registrado, em razão dos efeitos do fenômeno.
A perspectiva é a de que este El Niño se estenda pelo menos até outubro de 2027. A sua intensidade ainda é uma incerteza e seus efeitos podem não ocorrer de imediato.















