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Método utiliza Aedes como arma para eliminar dengue

Iniciativa do Ministério da Saúde será implantada em Rio Preto

Rio Preto deve iniciar no segundo semestre a liberação de mosquitos com a bactéria Wolbachia como estratégia de combate à dengue, zika e chikungunya. A ação será realizada ao longo de 26 semanas, com distribuição semanal dos insetos em bairros previamente definidos.
Serão liberados mais de 30 milhões de insetos com a missão de esterilizar e anular a capacidade dos mosquitos Aedes aegypti de transmitir as três principais arboviroses na cidade. A eficácia é de 80%, segundo a Fundação Fiocruz, criadora do método, que utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia, colocadas neles por meio de manipulação dos ovos, o que impede o desenvolvimento dos vírus das arboviroses no organismo dos vetores.
Quando esses mosquitos entram em contato com outros mosquitos da mesma espécie, transmitem a Wolbachia para a atual e as gerações, reduzindo, de forma gradual, a transmissão de dengue, zika e chikungunya. Esta será a primeira vez, em décadas de combate à dengue, que, em vez de exterminar, serão disseminados mosquitos Aedes aegypti; porém, esses são portadores da Wolbachia com a finalidade de reduzir a proliferação das doenças que já causaram mortes na cidade.
O processo de implantação do método é iniciativa do Ministério da Saúde, para combater a dengue no Brasil, custeado com recursos da pasta, sem a necessidade de pagamento pelo munícipio. O assessor do programa do Ministério da Saúde, Diogo Chalegre, foi a Rio Preto explicar como o método funciona.