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Vôlei brasileiro se despede de Camila Brait: Uma carreiramarcada pelo brilho e pelaconexão com nossa região

Camila Brait fez história no vôlei brasileiro.

O final de abril marcou o encerramento de uma era para o voleibol brasileiro. Camila Brait, uma das maiores líberos da história do esporte, anunciou sua aposentadoria das quadras aos 37 anos.

Para os moradores de Colina, a notícia ganha um tom ainda mais especial, dada a estreita ligação da atleta com a nossa cidade, onde possui familiares e mantém laços afetivos que sempre foram motivo de orgulho para a comunidade local.

A despedida ocorreu após a eliminação do Osasco para o Minas nas semifinais da Superliga Feminina. Apesar da derrota por 3 sets a 2, o clima na Arena UniBH, em Belo Horizonte, foi de pura reverência. Ao final da partida, torcedores de ambas as equipes entoaram o nome da jogadora, reconhecendo o legado de quem defendeu as cores do Brasil e do Osasco com uma dedicação rara de se ver.


Uma vida dedicada ao Osasco e à Seleção

Natural de Frutal (MG), Brait construiu em São Paulo uma das relações mais duradouras do esporte nacional. Ela vestia a camisa do Osasco desde 2008, tornando-se o coração da defesa da equipe por 18 temporadas.

Pela Seleção Brasileira, Camila foi peça fundamental em conquistas inesquecíveis, como a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 e o vice-campeonato mundial em 2014, além de ter levantado o troféu do Grand Prix em seis ocasiões.


Galeria de troféus impressionante

A trajetória de Camila Brait é traduzida em números e títulos que a colocam no topo do vôlei mundial. Confira os principais destaques de sua vitoriosa carreira:

Principais Conquistas pelo Osasco:

  • Superliga Feminina: Tricampeã (2009/10, 2011/12 e 2024/25).
  • Mundial de Clubes: Campeã em 2012/13.
  • Campeonato Paulista: 12 títulos estaduais.
  • Copa do Brasil: Pentacampeã (incluindo as recentes temporadas 24/25 e 25/26).

Destaques pela Seleção Brasileira:

  • Jogos Olímpicos: Prata em Tóquio 2020.
  • Grand Prix: Hexacampeã (2006, 2008, 2009, 2013, 2014 e 2016).
  • Campeonato Sul-Americano: Tetracampeã (2009, 2011, 2013 e 2015).

Reconhecimento Individual

Além dos títulos coletivos, Brait foi repetidamente eleita a melhor de sua posição. Foi escolhida a Melhor Líbero da Superliga em seis edições diferentes e encerrou sua última temporada (2025/26) sendo premiada como a Melhor Jogadora da Copa Brasil e Melhor Líbero do Mundial de Clubes.


Embora o plano original da atleta fosse encerrar a carreira na final da Superliga, no Ginásio do Ibirapuera, o destino quis que o adeus fosse sob os aplausos de um ginásio lotado em Minas Gerais, estado onde nasceu.

Camila Brait se retira das quadras, mas seu nome está eternizado como um exemplo de técnica, resiliência e amor ao esporte. Para nós, colinenses, fica a honra de acompanhar de perto a trajetória de alguém que, mesmo brilhando no mundo, nunca esqueceu suas raízes.